A Mulher Que Anda Entre Ruínas

Trilogia Poética do Século XXI

Por JDRebelatto

A mulher moderna carrega em si a força ancestral e a sensibilidade necessária para sustentar um mundo em constante turbulência. Nesta trilogia poética — Sombria, Esperançosa e Filosófica — revisitamos o arquétipo feminino, suas feridas invisíveis e sua busca por equilíbrio num século caótico.


Poema Sombrio

A Mulher Que Anda Entre Ruínas

Ela acorda antes do mundo
e veste uma armadura de silêncio.
Carrega o peso dos dias
como quem reconhece
o inimigo pela respiração
da cidade.

Há sombras que se movem
dentro dela,
ecos de vozes antigas
que não aprenderam a morrer.
Traumas que sussurram seu nome
como se fossem verdade.

A mulher do século XXI
anda entre ruínas que ninguém vê,
camadas subterrâneas
do que foi negado, reprimido, esquecido.

Mas há um detalhe que o mundo não percebe:
mesmo partida,
ela continua avançando.

Seus passos são cicatrizes,
mas também são mapas.

E na escuridão que tenta engoli-la,
ela encontra o fio — a pequena chama —
a prova de que ainda é capaz
de incendiar o impossível.


Poema Esperançoso

A Aurora Que Ela Carrega

Ela nasce todo dia,
mesmo quando acha que não consegue.
Carrega no peito a delicadeza
de quem já sofreu calada,
e a coragem
de quem escolhe continuar.

O mundo corre rápido demais,
mas ela aprende a respirar lento.
Descobre que dentro de si há um jardim
que floresce mesmo sob tempestade.

A mulher moderna é aurora:
rompe a noite sem pedir permissão,
renova o céu com o simples ato
de existir sem se apagar.

E quando cura suas feridas invisíveis,
abre caminhos para outras mulheres
que ainda não sabem
que também brilham.

Ela é esperança que caminha,
surgia onde menos se espera,
sustenta o mundo com gestos pequenos
que mudam tudo.


Poema Filosófico

O Arquétipo Que Se Lembra de Si

Quem é ela, afinal?
Um corpo atravessando dias?
Um nome na multidão?
Ou a soma de todas as mulheres
que vieram antes e
que ainda nela respiram?

A mulher do século XXI
é uma pergunta viva.
Carrega arquétipos no sangue,
ecos de deusas antigas,
intuições que não cabem em livros.

É símbolo e carne.
É ancestralidade e futuro.
É o paradoxo que o mundo insiste em não compreender:
a força que se manifesta na suavidade,
a cura que nasce do caos,
a ordem que emerge do sentir.

Romper traumas —
mesmo os desconhecidos —
é filosofia em movimento,
uma busca pela verdade interior.

Ela não procura ser perfeita,
mas inteira.
E ao reconhecer-se assim,
transforma o real:
a cada gesto de autoconsciência,
o universo se reorganiza.


🖋 Sobre o Autor

JDRebelatto cria obras que unem emoção, poesia e reflexão sobre o ser humano no século XXI. Seu trabalho dialoga com amor, memória, sensibilidade e transformação interior.

jdrebelatto

Sobre o AutorApaixonado por autoconhecimento, bem-estar natural e os caminhos da mente equilibrada, sou o criador do zenmente.com.br, um espaço dedicado à busca de uma vida mais consciente, leve e com propósito. Acredito na força da informação bem fundamentada e no poder das pequenas mudanças diárias. Meu compromisso é oferecer conteúdo que inspire transformação real, sempre com seriedade, empatia e base em fontes confiáveis. "Escrevo como quem acende fósforos na escuridão — para iluminar a alma inquieta, provocar o pensamento adormecido e lembrar que o despertar é um ato de poesia em meio ao caos."

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Topo